Investment House · Casa 01

Vinte e duas seções atrás desta porta.

O documento existe, está completo, e é o mesmo que os titulares receberam. O que separa você dele não é preço — é perfil.

Seções do documento22
Captação da casaR$ milhões
Valor do tokenR$
Alvo por token no ano 7R$
Cadeiras na mesa50
Teto por setor6
Trilhas de capital por projeto3
Endereço da casa

São cinquenta cadeiras e no máximo seis por setor. Quando um setor fecha, fecha para todos — inclusive para quem tem o dinheiro. A recusa não é julgamento de mérito, é composição de mesa.

Investment House · Casa 01A que mesa você se senta?

Plano de negócios · documento de trabalho

Fale com a mesa · frequency@investmenthouse.com.br

Investment House Casa 01

Ativo real tokenizado que abriga um conselho de cinquenta empresários, opera um programa de imersões e financia sete empresas por ciclo. Residência de alto padrão em condomínio fechado.

R$ 16.900.000Captação em dois lotes
100Tokens, emissão única
50Titulares, no máximo
18 mesesAté a janela de liquidez

01 · Sumário executivo

O imóvel é a infraestrutura, não o produto

A Casa 01 capta R$ 16,9 milhões pela emissão fechada de 100 tokens, colocados junto a no máximo 50 empresários — mínimo de dois e máximo de três por CPF. Os recursos constroem uma residência de alto padrão sobre terreno já adquirido, capitalizam a operação de imersões e formam um fundo de R$ 5,8 milhões para investir em sete empresas por ciclo.

O titular recebe quatro retornos com prazos distintos: rendimento da operação, com alvo de 14% ao ano após a carência de obra; benefícios de acesso, com créditos de imersão e semanas de uso da casa; valorização do ativo imobiliário, cujo custo de R$ 6 milhões se compara a um mercado de R$ 7,5 a 8,5 milhões; e participação direta em todas as empresas investidas.

Tese

O ativo que se acumula ano após ano não é o metro quadrado — é o deal flow proprietário. Cada casa é uma célula replicável em qualquer praça, e a Casa 01, pronta e livre de ônus, torna-se garantia para pré-construir a Casa 02.

02 · O modelo

Quatro camadas com economia própria

As camadas se alimentam, mas não se confundem. É essa separação que permite replicar a estrutura casa após casa sem misturar patrimônio imobiliário, operação e venture capital numa única promessa econômica.

Camada 1 · O ativo imobiliário

Terreno de 1.000 m² em condomínio de alto padrão, já adquirido 30% abaixo do valor de mercado. Sobre ele, 650 m² de residência em steel frame com sete suítes, entregues em seis meses, e 675 m² livres para piscina, jardim e estacionamento.

Camada 2 · O conselho fundador

Até 50 empresários por casa, distribuídos por setor com teto de seis cadeiras cada. Participam da seleção, análise e mentoria das oportunidades, com acesso ao deal flow e prioridade de co-investimento em cada rodada aprovada.

Camada 3 · A operação

24 imersões por ano, duas por mês, com 21 participantes cada e uma semana de duração, a R$ 16 mil por participante. A elas se soma a assinatura de mentoria, que converte o egresso em receita recorrente. Outras 24 semanas do calendário são reservadas ao uso dos titulares.

Camada 4 · O veículo de investimento

Sete aportes de até R$ 1 milhão por ciclo, liberados em quatro tranches de R$ 250 mil condicionadas a milestones. As participações ficam em veículo separado, com política de alocação fixa entre veículo, titulares e mentores.

03 · Posicionamento

Quatro coisas que hoje existem separadas

Cada elemento deste modelo já existe no mercado. O que não existe é a combinação — os quatro no mesmo ativo, com os mesmos donos.

CategoriaAtivo realRendaComunidadeVentureUso do bem
Clube de pares · YPO, EO, Vistagenãonãosimnãonão
Fundo imobiliário de tijolosimsimnãonãonão
Clube de investimento anjonãonãosimsimnão
Multipropriedade e fracionáriosimpoucanãonãosim
Investment Housesimsimsimsimsim

A defesa competitiva não é o imóvel — qualquer um constrói uma casa. É o deal flow proprietário que se acumula a cada imersão, e a rede de titulares que se torna mais valiosa a cada casa aberta. São ativos que levam anos para replicar e que não se compram.

04 · A rede e a casa

O que é regra de todas e o que cada casa define

Este documento descreve a Casa 01. As casas seguintes usam a mesma engenharia com parâmetros próprios — e a separação abaixo é o que torna o modelo replicável sem virar outra coisa a cada emissão.

Invariante em toda a rede
RegraDefinição
Tokens por casa100, emissão única e definitiva
Titularesaté 50
Por CPFmínimo 2, máximo 3
Piso do tokenR$ 160.000 · ≈ US$ 30 mil
Teto por setor · casas mistas6 cadeiras
Corretagem, gestão e administração16% da captação
Carência6 meses de obra
Primeira janela de liquidezmês 18
Governançapresidência rotativa, comitê com mandato de 2 anos
Trilhas de capital por projeto3
Definido por cada casa, com o grupo fundador
ParâmetroNa Casa 01
Valor do tokenR$ 160.000 e R$ 190.000
Vocaçãomista, dez setores
Praçacondomínio de alto padrão, Brasil
Programa do imóvel650 m², sete suítes
Formato da imersão24 por ano, 21 participantes, R$ 16 mil
Fundo de investimentoR$ 5.796.000
Empreendimento que a mesa ergueportfólio de sete empresas por ciclo

Por que casas maiores são proporcionalmente mais rentáveis

O custo de operar uma casa é praticamente o mesmo em qualquer escala: as 24 imersões, a equipe e a manutenção custam igual numa casa de R$ 16 milhões e numa de R$ 100 milhões. Como esse custo não acompanha o ticket, quanto maior o valor do token, maior a fatia da captação que sobra para o empreendimento.

Ilustração · mesma engenharia, tickets diferentes
Valor do tokenCaptaçãoOperação e reservaSobra para o empreendimento% da captação
R$ 160.000R$ 16,0 MR$ 2,4 MR$ 5,0 M31,5%
R$ 500.000R$ 50,0 MR$ 2,4 MR$ 27,6 M55,2%
R$ 1.000.000R$ 100,0 MR$ 2,4 MR$ 61,6 M61,6%

Números ilustrativos, com imóvel proporcional ao porte e a mesma taxa de 16%. O ponto não é a precisão de cada linha: é que a curva de eficiência sobe com o ticket — e é isso que torna as casas verticais de grande porte, como uma que erga um hospital, mais eficientes que a primeira casa, e não menos.

O que isso não significa

Ticket maior não é retorno maior por token — é mais capital produtivo por real captado. O retorno de cada titular continua dependendo do desempenho do empreendimento, da ocupação das imersões e do valor do imóvel, exatamente como nesta casa.

05 · O ativo imobiliário

Custo de R$ 6 milhões, mercado de R$ 8 milhões

Comparáveis do condomínio
ReferênciaValorPor m² construído
Casas de 500 m²R$ 5 – 8 MR$ 10.000 – 16.000
Casas de 600 m²R$ 8 MR$ 13.333
Casa 01 · 650 m² projetadosR$ 7,5 – 8,5 MR$ 11.500 – 13.000
Casas de 1.000 m²R$ 8 – 10 MR$ 8.000 – 10.000
Casas de 1.500 m²R$ 13 MR$ 8.667
Por que 650 m² e não mais

Casas menores negociam a valor por metro mais alto neste condomínio — cerca de R$ 13.000/m² na faixa dos 500 a 600 m² contra R$ 9.000/m² acima de 1.000 m². Construir 850 m² elevaria o custo do imóvel para R$ 7,7 milhões contra venda de R$ 8 a 9 milhões, reduzindo a margem de R$ 1,5 – 2,5 milhões para R$ 0,3 – 1,3 milhão. O terreno de 1.000 m² permite projetar desde já uma ala futura de três suítes, expandindo sem demolição quando a demanda provar.

Programa da casa

Térreo com hall de pé-direito duplo e lareira, sala do conselho para 21 lugares, deal room reservada, salão social com bar e adega climatizada, sala de jantar para 24, cozinha profissional e spa com sauna e academia. Pavimento superior com sete suítes, todas com varanda e closet, suíte master e biblioteca em mezanino. Externamente, piscina aquecida de 12 metros com deck, fire pit, terraço coberto, jardim projetado e dez vagas cobertas.

06 · Captação e aplicação dos recursos

Dois lotes, cem tokens, emissão encerrada

Estrutura da emissão
LoteTokensPreçoSubtotal
Fundador · na planta70R$ 160.000R$ 11.200.000
Segundo · após o início da obra30R$ 190.000R$ 5.700.000
Total100R$ 16.900.000

O segundo lote custa mais porque entra com a obra em andamento e o fundo já constituído: quem entra primeiro paga menos por assumir o risco de construção. É a lógica de planta, obra e pronto, praticada há décadas no mercado imobiliário.

Aplicação dos recursos · uso fixo, vinculado à SPE
DestinaçãoValor%
Terreno · 1.000 m², já adquirido700.0004,1%
Construção e acabamento · 650 m² a R$ 7.000/m²4.600.00027,2%
Mobiliário e equipamento700.0004,1%
Fundo de investimento em startups5.796.00034,3%
Operação e reserva de liquidez2.400.00014,2%
Corretagem, gestão e administração2.704.00016,0%
Total captado16.900.000100%

Como o terreno entra na SPE

O terreno é adquirido antes da captação, com capital da Investment House, e transferido à SPE pelo valor de mercado apurado em laudo independente — não pelo custo. A empresa recupera o desembolso e realiza a margem entre o preço pago e o de mercado, que é a remuneração por ter originado o ativo abaixo do praticado.

Nem o terreno nem o capital pré-operacional se convertem em tokens: a empresa não retém participação na casa, e a integralidade dos 100 tokens é colocada junto aos titulares ou ao proprietário do lote no modelo de parceria descrito na seção 13.

07 · A operação

Resultado anual em regime pleno

Demonstrativo · a partir do 2º ano
LinhaR$
Imersões · 24 programas × 21 participantes × R$ 16.0008.064.000
Assinaturas de mentoria3.000.000
Custo variável das imersões(3.270.000)
Entrega da mentoria(900.000)
Custo fixo da casa, equipe e captação(3.100.000)
Tributos sobre serviços(1.550.000)
Resultado distribuível · R$ 22.440 por token2.244.000

O calendário

UsoSemanasFunção
Imersões24Gera a renda distribuída
Uso dos titulares24Benefício de acesso
Manutenção4Conservação e preparação
Ponto de atenção

Vender 504 vagas por ano a R$ 16 mil é uma operação comercial dedicada, não consequência da casa. O custo fixo já inclui R$ 1,2 milhão anual de captação — cerca de R$ 2,4 mil de custo de aquisição por vaga, ou 15% do ticket. A equipe comercial precisa estar em campo desde o mês 1, durante a obra, e não a partir do mês 7.

08 · O programa de imersão

Três projetos, sete pessoas cada, uma semana

A capacidade da casa não vem da metragem — vem do formato. Cada imersão recebe 21 participantes divididos em três esquadras de sete, e cada esquadra constrói um projeto até o MVP com apoio de uma equipe de tecnologia residente. Ao final da semana, um dos três é escolhido.

Sete dias
DiasEtapa
1Diagnóstico individual e formação das três esquadras por complementaridade de competência
2 – 3Sessões com mentores convidados: visão de mercado, nova economia, equity e valuation
3 – 5Construção do projeto com a equipe de tecnologia — modelo de negócio, unit economics e MVP funcional
5Validação com clientes potenciais e especialistas do setor. Tese fechada.
6Deal room: os três projetos são apresentados e os 21 participantes elegem um. Contrato social, acordo de sócios e conselho assinados no mesmo dia.
7Entrega do vencedor: site no ar, sistema publicado, nicho definido e roadmap de registro

O que sai da semana

No sexto dia o vencedor já tem site no ar, sistema publicado, nicho definido e sete fundadores — a esquadra que o construiu. No mesmo dia são assinados o contrato social, o acordo de sócios e a constituição do conselho consultivo. Os dois projetos não escolhidos permanecem com seus criadores, com o MVP e todo o material produzidos na semana.

A sequência jurídica
QuandoAto
Dia 6Os 21 participantes elegem o projeto vencedor. Contrato social e acordo de sócios assinados, conselho constituído e compromisso de subscrição firmado.
Assembleia seguinteO conselho fundador da casa vota o aporte inicial do veículo de venture na empresa eleita.
Até 7 diasRegistro na Junta Comercial e obtenção do CNPJ — a empresa ganha personalidade jurídica.
Após o CNPJIntegralização do capital e emissão dos tokens contra o capital registrado.
Por que o pagamento espera o registro

A sociedade existe entre os sócios desde a assinatura do contrato social, mas até o registro ela responde como sociedade em comum, com responsabilidade ilimitada e solidária dos sócios. Firmar o compromisso no dia 6 e integralizar após o CNPJ preserva tudo o que a semana produziu — fundadores, conselho e investidores comprometidos — sem expor patrimônio pessoal e sem receber recursos numa conta que ainda não existe.

Sete fundadores, vinte e um titulares de token

A esquadra vencedora — sete pessoas — é o quadro societário. Os demais participantes da semana e os titulares da casa recebem token da empresa: direito econômico sobre resultados e valorização, sem participação no capital social. A empresa nasce com trabalho feito, mercado mapeado e uma mesa que conhece a tese desde a origem — e com a cap table enxuta.

QuemInstrumentoNo quadro societárioRecebe
Os sete fundadoresQuotassimControle e resultado
Veículo de venture da casaQuotas ou conversívelsimParticipação do aporte
Titulares de token da empresaContrato de participaçãonãoResultado e valorização
Por que o token não é quota

O Marco Legal das Startups (LC 182/2021, art. 5º) admite aporte que não resulta em participação no capital social: o titular não é sócio, não tem direito a voto ou gerência e não responde por dívidas da empresa, mas participa dos resultados. É o que permite que dezenas de pessoas ganhem com o crescimento sem fragmentar a cap table — uma empresa com vinte e oito quotistas é praticamente inviável de captar a rodada seguinte, enquanto uma com sete sócios e vinte e um titulares de contrato de participação capta normalmente. O instrumento exato é definido pela assessoria jurídica caso a caso.

O currículo

O programa combina o que se ensina em educação executiva com o que normalmente não se ensina em lugar nenhum:

Os mentores

Fundadores e executivos de empresas de porte, nacionais e internacionais, investidores com histórico verificável e criadores com operação real por trás da audiência. A curadoria é feita imersão a imersão.

É a creator economy da vida real, não a das redes sociais — gente que construiu empresa, e não gente que fala sobre construir.

Os nomes não são divulgados previamente. Publica-se o padrão de quem senta à mesa, nunca a lista — o mesmo princípio que rege o endereço da casa. Quem estará em cada semana é informação de quem já está na casa, e parte da força do encontro está exatamente aí.

Parte da remuneração dos mentores recorrentes se dá em créditos de participação, o que os alinha ao resultado das empresas que ajudam a criar.

Doutrina de discrição

O endereço da casa, a composição da mesa e os mentores de cada semana são informação de quem está dentro. Divulga-se o critério de seleção, não o nome de quem foi selecionado. É a discrição que sustenta a franqueza da conversa — ninguém fala abertamente numa sala cujo conteúdo circula depois.

Duas garantias que definem o padrão

GarantiaComo funciona
Avaliação diária mútuaAo fim de cada dia, casa e participante avaliam se a permanência faz sentido para ambos. É o mecanismo que protege o nível do grupo — de um lado e do outro.
Crédito integralQuem concluir a semana e considerar que ela não valeu recebe o valor de volta em crédito na plataforma, utilizável nos demais programas e serviços.
DesistênciaO participante que sair antes do fim recebe de volta a parcela proporcional ao que não foi consumido.

A avaliação diária é incomum e deliberada: numa sala de 21 pessoas, um participante fora de nível custa a semana inteira dos outros vinte. O critério de entrada é rigoroso justamente para que o critério de saída raramente precise ser usado.

Quem entra

CEOs, diretores e gerentes; empresários e fundadores; profissionais liberais e autônomos de renda elevada — médicos, advogados, comerciantes. O corte não é de faturamento, é de disposição: o programa exige a semana inteira e presença integral.

Por que 21 e não 40

Três esquadras de sete é o limite em que cada participante ainda tem acesso individual aos mentores e uma função real dentro do projeto. Acima disso, a sessão vira palestra, a esquadra vira plateia e o ticket deixa de se sustentar. O número 21 é o programa, não a metragem — e é ele que define as sete suítes, não o contrário.

09 · O portfólio de venture

Sete empresas por ciclo, selecionadas em funil

Funil anual projetado
EtapaVolume
Participantes por ano504
Projetos construídos em esquadra · 3 por imersão72
Escolhidos no deal room · 1 por imersão24
Submetidos a diligência18
Investidas · até R$ 1 milhão cada7

Liberação por milestone

Cada aporte de R$ 1 milhão sai em quatro parcelas de R$ 250 mil: constituição e MVP, validação, tração de receita e expansão. Empresa que não atinge o critério não recebe o restante. Nenhuma imersão tem obrigação de gerar empresa — o objetivo é produzir oportunidades investíveis.

Nenhum projeto sai da casa sem capital

Vinte e quatro projetos são eleitos por ano, um por imersão, e sete recebem o aporte integral. Os demais não são descartados: entram no programa de aceleração e voltam ao conselho depois de maturados. É o que garante que a semana sempre entrega — para o participante e para o ecossistema.

TrilhaCapitalOrigemPor ano
Aporte aprovado pelo conselhoR$ 1.000.000Fundo da casa7 empresas
Pool dos participantes da imersãoconforme adesãoOs 21, em veículo únicoquando houver interesse
Aceleração · projeto não aportadoR$ 50.000Investment House e CEASA Bankaté 17 empresas

A aceleração custeia infraestrutura — hospedagem, desenvolvimento, contabilidade e ferramentas — até a empresa alcançar métricas que permitam nova apresentação ao conselho ou entrada em rodada de mercado. Em contrapartida, a Investment House recebe participação por instrumento conversível, que se converte na rodada seguinte.

O pool dos participantes

Os vinte e um participantes da semana podem constituir, se assim decidirem, um pool de investimento no projeto vencedor, com estruturação do CEASA Bank e da Investment House. O pool entra como veículo único na cap table — não como vinte e um investidores individuais — e nas mesmas condições do aporte da casa, nunca em condições piores.

Somado ao cheque do conselho, isso permite que a empresa deixe a semana com uma rodada semente completa: capital, infraestrutura, conselho formado e um grupo de investidores que acompanhou a construção dia a dia.

As cinco salvaguardas do pool

Uma oferta de investimento dentro de um evento pago, a pessoas que acabaram de viver uma semana intensa, é situação que exige rigor. O pool só opera com todas estas condições:

  • Prazo de reflexão. Nenhum compromisso é vinculante no dia 7. O aporte só se formaliza após período mínimo de reflexão contado do encerramento da imersão.
  • Sem comissão. A Investment House não recebe comissão sobre o aporte do participante. A estruturação é serviço, não intermediação remunerada por volume.
  • Mesmas condições. O pool entra pelo mesmo instrumento e pela mesma avaliação do veículo da casa.
  • Transparência integral. O participante conhece os termos do aporte da casa, a participação da Investment House e todos os conflitos existentes antes de decidir.
  • Limite de exposição. Teto individual de aporte, aferido em relação ao patrimônio declarado, e nenhuma insistência sobre quem declina.
De onde sai o capital de aceleração

Os R$ 50 mil não saem do fundo da casa. Se o conselho decidiu não aportar, aplicar o dinheiro dos titulares assim mesmo contrariaria o próprio voto. A aceleração é capital da Investment House e do CEASA Bank, e a participação decorrente pertence a eles — não ao veículo dos titulares.

O que isso custa à plataforma

Dezessete acelerações por ano representam R$ 850 mil anuais de capital próprio, valor relevante diante da receita da primeira casa. O programa deve ser escalonado: poucas acelerações no primeiro ano, ampliando conforme a receita recorrente de gestão cresce com a abertura de novas casas.

Política de alocação

Destino da participaçãoFatiaEquivalente
Veículo de investimento70%7% da empresa
Pool direto dos titulares20%2% da empresa
Mentores e parceiros10%1% da empresa
Por token da casa, entregue diretamente0,02% por empresa

Toda empresa eleita é tokenizada, aportada ou não. O token da startup é instrumento próprio, separado do token da casa, e nasce negociável em corretora. Quando o conselho não aporta, os demais participantes da imersão podem investir diretamente na empresa pelo mesmo instrumento — o titular decide caso a caso: manter, dobrar no co-investimento, vender a posição ou não entrar.

10 · O instrumento

Ativo real tokenizado, emissão única

RWA — real world asset — é a classe dos ativos reais representados digitalmente. O token não é uma moeda que oscila com o humor do mercado: é a fração de uma casa que existe, com escritura, matrícula e laudo de avaliação. O que muda é o trilho.

Imóvel tradicionalToken da Casa 01Criptomoeda
LastroUm imóvelUm imóvelNenhum
EntradaR$ 8 milhõesR$ 160 milQualquer valor
TransferênciaCartório, mesesDigital, com preferênciaInstantânea
RendimentoAluguelOperação e portfólioNenhum
Uso do bemIntegral24 semanas por anoNão se aplica
OscilaçãoBaixaBaixaAlta

Emissão encerrada, verificável

Os 100 tokens são emitidos uma única vez e a função de emissão é permanentemente desativada no contrato. Não é uma promessa de não emitir mais: é a impossibilidade de fazê-lo, conferível por qualquer um. O token é indivisível — um token corresponde a uma cadeira e a 1% da casa — e transferível a qualquer tempo, com direito de preferência dos demais titulares.

Créditos de participação

ItemDefinição
Teto de emissão500 créditos
Equivalência no portfólio1/10 de um token
Participação por empresa0,002%
Valor a custoR$ 5.040
Diluição do titularnenhuma

O crédito de participação é instrumento separado — não é token e não circula. Remunera palestrantes, mentores e parcerias sem consumir caixa da casa, dá direito apenas a resultado do portfólio e não converte em token em nenhuma hipótese. O teto de 500 não é arbitrário: corresponde exatamente ao 1% de cada empresa já reservado a mentores. Acima disso não há de onde emitir, e por isso a participação do titular permanece em 0,02% por empresa.

11 · A infraestrutura

Quatro camadas entre a escritura e o titular

CamadaFunçãoPadrão
AtivoSPE proprietária, escritura, matrícula e patrimônio de afetaçãoRegistro de imóveis
RegistroEmissão, titularidade e liquidação dos tokens da casa e das empresasBTZ Chain · ISO 20022
MercadoNegociação dos tokens das empresas investidasCEASA Bank e corretoras
AcessoPosição, rendimento e documentos; espelhamento para outras redesAplicativo do titular
O que a camada de mercado resolve

Num fundo de venture tradicional, o cotista espera de sete a dez anos pela saída. Com praça de negociação, a participação nas empresas nasce negociável e o titular decide quando ficar e quando sair. Ressalva honesta: instrumento negociável não é sinônimo de líquido — a liquidez se forma com volume, e no início o livro será fino.

12 · Retorno ao titular

Quatro motores, prazos distintos

Por token do lote fundador · R$ 160.000
MotorValorPrazo
Rendimento da operaçãoR$ 22.440 / anoMês 7 em diante
Créditos de imersão · 1 por token ao anoR$ 16.000 / anoAnual
Valorização do imóvelR$ 15.000 – 25.000Mês 18
Portfólio · R$ 57.960 por token a custoR$ 123.000 – 169.000Ano 7 – 10

Valor acumulado por token

MomentoAlvoComposição
Entrada · lote fundadorR$ 160.000Preço de emissão
Ano 1R$ 150.000Obra e curva J do portfólio
Ano 2R$ 199.000Casa entregue e operando
Ano 7R$ 476.000Com maturação do portfólio

O primeiro ano fica abaixo do investido. É o comportamento normal de um projeto em construção com portfólio recém-formado, e está declarado porque escondê-lo destrói mais confiança do que qualquer número ruim.

Sensibilidade ao valor de venda do imóvel

VendaLíquido de RET 4%Por token
R$ 7.500.000R$ 7.200.000R$ 72.000
R$ 8.000.000R$ 7.680.000R$ 76.800
R$ 8.500.000R$ 8.160.000R$ 81.600
A janela do mês 18 não exige venda

Com o imóvel livre de ônus, um refinanciamento a 50% do valor levanta cerca de R$ 4 milhões — R$ 40 mil por token, sem incidência de imposto, porque dívida não é renda. Os juros de aproximadamente R$ 600 mil ao ano ficam cobertos mais de seis vezes pelo EBITDA da operação. A casa continua operando e o portfólio segue vivo até maturar. A venda permanece como opção, por voto de dois terços dos titulares.

13 · Cronograma

Do lote à janela de liquidez

PeríodoMarco
Mês 0Lote fundador colocado. Equipe comercial das imersões em campo.
Mês 1 – 6Aprovação no conselho de arquitetura e obra até o habite-se. Segundo lote aberto. Carência, sem distribuição.
Mês 7Primeira imersão e primeira distribuição. Créditos e semanas de uso passam a valer.
Mês 7 – 18Operação plena, assinaturas de mentoria e seleção das sete empresas do ciclo.
Mês 12Casa 01 livre de ônus é oferecida em garantia para pré-construir a Casa 02, por voto de dois terços.
Mês 18Janela de liquidez: refinanciamento ou venda, por maioria qualificada.
A qualquer tempoTokens das empresas negociáveis em corretora.
Ano 7 – 10Maturação plena do portfólio.

14 · Composição do conselho

Dez setores, teto de seis cadeiras cada

A diversidade de expertise é a qualidade da diligência, que é a qualidade do retorno. Se um único setor dominasse a mesa, o conselho só saberia avaliar oportunidades do próprio ramo.

RegraDefinição
Setores representados10
Teto por setor6 cadeiras
Reserva de composição alocada pelo conselho8 cadeiras
Mínimo por setornenhum

Setores: capital e finanças, saúde, tecnologia, direito e regulatório, indústria, agronegócio, varejo e consumo, construção e imobiliário, educação e serviços, marketing e mídia. O teto sem mínimo garante a mistura sem nunca travar a colocação.

Casas mistas e casas verticais

As Casas 01 e 02 são mistas, com os dez setores na mesma mesa. A partir da Casa 03, o modelo admite casas verticais — 50 titulares do mesmo setor. Numa casa vertical, a empresa investida nasce com cinquenta clientes potenciais dentro de casa, o que resolve o problema mais caro de qualquer startup: distribuição.

15 · Estrutura societária e tributária

Três entidades, um instrumento para o titular

SPE Imobiliária
Detém terreno e imóvel. Emite os 100 tokens e controla as demais.
RET 4% na venda
Operadora
Imersões e assinaturas de mentoria. Receita de serviços.
Lucro presumido
Veículo de venture
Detém as participações nas empresas do ciclo.
Horizonte perpétuo

Decisões que precisam anteceder a escritura

Enquadramento regulatório

Um instrumento que reúne rendimento, valorização, exposição a portfólio e expectativa de negociação tende a ser caracterizado como valor mobiliário pela essência econômica dos direitos, e não pela nomenclatura. A distribuição por corretor com CRECI é adequada à intermediação imobiliária, não à distribuição de valores mobiliários, e a negociação de tokens de empresas por corretora é atividade que exige autorização. A arquitetura recomendada separa o instrumento imobiliário do instrumento de venture, com assessoria jurídica especializada definindo a forma de oferta antes de qualquer captação.

16 · Governança

Quem decide o quê

DecisãoInstânciaQuórum
Operação diária da casa e das imersõesGestora
Pauta da assembleia e representação da casaPresidente do mês
Acompanhamento de ocupação, caixa, obra e portfólioConselho do mês
Escolha do projeto vencedor da imersãoOs 21 participantesmaioria simples
Aporte inicial do veículo na empresa eleitaConselho fundadormaioria simples
Diligência, estruturação e condições do aporteComitê de investimentomaioria simples
Liberação de tranche por milestoneComitê de investimentomaioria simples
Caução do imóvel para financiar a casa seguinteAssembleia dos titulares2/3
Venda do imóvelAssembleia dos titulares2/3
Alteração da política de alocação do portfólioAssembleia dos titulares2/3
Realocação de recursos entre destinaçõesAssembleia dos titulares2/3

Três cadências de liderança

A casa gira seus postos como um clube de pares, mas separa o que gira do que precisa de continuidade. Cada função tem o ritmo que sua responsabilidade exige.

PostoDuraçãoVagas por anoResponsabilidade
Anfitrião da imersão1 semana24Recebe a turma, abre e encerra a semana, apadrinha as três esquadras
Presidente da casa1 mês12Conduz a assembleia do mês, representa a casa e responde pela pauta
Comitê de investimento2 anosrenovação escalonadaDecide aportes e liberação de tranches

São 36 posições de liderança por ano entre 50 titulares: quase todo membro exerce alguma função a cada exercício, e em cerca de quatro anos todos terão presidido a casa. É o mecanismo que transforma cotista em dono — não pelo papel, pelo posto.

Conselho do mês

A cada mês, o presidente conduz um conselho de acompanhamento com três titulares sorteados entre os setores representados. Ele não decide investimentos: revisa ocupação das imersões, caixa, andamento da obra e evolução do portfólio, e reporta à assembleia. É o contrapeso que mantém a gestora sob observação permanente sem fragmentar a decisão fiduciária.

Comitê de investimento

Composto por cinco membros: três titulares eleitos entre os setores representados, um indicado pela gestora e um especialista externo sem vínculo com nenhuma das partes. Mandato de dois anos, com renovação escalonada — uma ou duas cadeiras por exercício, de modo que sempre haja continuidade e sempre haja renovação. Membro com interesse direto ou indireto numa oportunidade declara conflito e se abstém, com registro em ata.

Por que este não gira todo mês

Um aporte leva de três a seis meses do primeiro contato ao fechamento, e as tranches por milestone correm por 18 a 24 meses. Com rotação mensal, cada empresa seria avaliada por uma composição diferente a cada etapa, e ninguém acompanharia uma tese do início ao fim. A rotação constrói pertencimento; a continuidade protege o capital. A casa faz as duas coisas, em postos separados.

Voto digital e confidencial

Todas as deliberações ocorrem no aplicativo da casa, com voto confidencial e prazo de 72 horas após o deal room. Quórum de maioria simples dos votantes, apuração automática e ata registrada na chain. O sigilo do voto é deliberado: numa mesa de cinquenta pessoas que se conhecem, voto aberto vira constrangimento e a decisão deixa de ser técnica.

Prestação de contas

A participação do conselho na seleção é consultiva e técnica. O poder deliberativo sobre a aplicação de recursos permanece nas instâncias formais do veículo, conforme a separação que a estrutura societária estabelece.

17 · Escalabilidade

Cada casa é uma célula de capital

O modelo não depende deste terreno nem desta cidade. Ele precisa de três coisas que existem em dezenas de praças no Brasil e no mundo: um condomínio de alto padrão, cinquenta empresários dispostos a sentar à mesma mesa, e um mercado onde nascem empresas.

IndicadorUma casaDez casas
CaptaçãoR$ 16,9 MR$ 169 M
Titulares50500
Imersões por ano24240
Empresas investidas por ano770

Dois modelos de aquisição do terreno

O modelo de terreno próprio exige capital da empresa antes de qualquer captação. O modelo de parceria dispensa esse capital e é o que permite abrir várias casas em paralelo.

ModeloTerreno próprioParceria com o proprietário
Origem do loteComprado pela empresaAportado pelo dono
ContrapartidaReembolso a valor de laudoAté 3 tokens + saldo em dinheiro
Capital próprio por casaR$ 1,5 – 1,8 MR$ 770 mil
Capital para dez casasR$ 15 – 18 MR$ 7,7 M, reciclável
A oferta ao dono do lote

Num lote avaliado em R$ 1 milhão, o proprietário recebe R$ 520 mil em dinheiro na captação e 3 tokens no valor de R$ 480 mil — o limite por CPF, respeitado. Ele passa a integrar o conselho fundador, com renda, créditos de imersão, semanas de uso e participação no portfólio. O alvo dos três tokens no ano 7 é de R$ 1,428 milhão. Em vez de liquidar um ativo parado por R$ 1 milhão, ele o converte em posição num ecossistema em operação.

Como a Casa 02 é financiada

A Casa 01, pronta e livre de ônus, é oferecida em garantia para levantar cerca de R$ 4 milhões — suficiente para comprar o terreno da Casa 02 e tocar a obra até o terceiro mês. A dívida é quitada com a captação da Casa 02, em quatro a seis meses. A Casa 02 nasce entregue, vende mais rápido e sustenta o preço sem desconto de risco.

Contrapartida aos titulares da Casa 01
ItemValor
Fee de garantia · 2,5% a.a. sobre o valor caucionado~R$ 75.000
Tokens da Casa 02 rateados entre os 100 titulares3 tokens
Prioridade de subscrição ao preço do lote fundadorR$ 160.000
Aprovação da caução2/3 dos votos

18 · Receita da Investment House

A empresa ganha quando o titular ganha

FonteBasePeriodicidade
Corretagem, gestão e administração16% da captaçãoNa emissão
Gestão da operação da casa20% do EBITDAAnual
Participação no resultado do portfólio20% do ganhoNa realização
Transferência de token no secundário2% da operaçãoPor transação
Tokens da casa retidos pela empresanenhum

A taxa de 16% remunera a corretagem, a gestão e a administração da emissão; seu rateio entre corretores, assessores e equipe é política interna da Investment House. A empresa não retém tokens e não dilui o titular no patrimônio da casa — a parte maior de sua remuneração está na gestão da operação e no resultado do portfólio.

Capital pré-operacional e sua recuperação

Antes de captar um real, a empresa desembolsa o capital que torna a casa vendável:

ItemValorComo é recuperado
Terreno · no modelo próprioR$ 700 mil – 1 MReembolso a valor de laudo
Projeto arquitetônico e aprovaçõesR$ 200 milDespesa pré-operacional
Render, material de vendas e siteR$ 120 milDespesa pré-operacional
Estruturação jurídica e societáriaR$ 150 milDespesa pré-operacional
Equipe comercial até a primeira colocaçãoR$ 300 milDespesa pré-operacional
Capital em risco antes da captaçãoR$ 1,5 – 1,8 MTaxa de 16% e margem do terreno
Onde o lucro realmente aparece

Na Casa 01 a taxa de 16% cobre o canal de vendas e o desenvolvimento do modelo, deixando margem estreita. O resultado da empresa vem da gestão recorrente, do carry do portfólio e da Casa 02 em diante — quando projeto, contratos, material de vendas e equipe já estão prontos e o custo de originação por casa cai drasticamente.

Com dez casas operando, a receita recorrente de gestão supera R$ 7,5 milhões ao ano. É essa linha que faz a plataforma valer múltiplo, e não a margem de cada emissão isolada.

19 · Estrutura de gestão

As funções que operam a casa

A casa exige operação profissional e permanente, não administração eventual. As funções abaixo compõem a estrutura mínima; os nomes que as ocupam são apresentados na reunião individual com cada candidato ao conselho.

FunçãoResponsabilidadeDedicação
Direção geralEstratégia da rede, relação com o conselho e abertura de novas casasintegral
Direção da casaOperação, hospitalidade, qualidade do programa e experiênciaintegral
Direção comercialColocação dos tokens e venda das 504 vagas anuaisintegral
Gestão de portfólioDiligência, estruturação dos aportes e acompanhamento das investidasintegral
Curadoria de conteúdoPrograma das imersões, mentores e assinatura de mentoriaparcial
Administração e controladoriaContabilidade das três entidades, prestação de contas e complianceparcial

20 · Projeção da plataforma

Cinco anos, dez casas

Projeção da receita bruta da Investment House considerando abertura progressiva de casas. A taxa de emissão remunera majoritariamente o canal de vendas; a receita de gestão é a linha que permanece e se acumula.

Receita bruta da plataforma · R$ milhões
AnoCasas abertasEm operaçãoTaxa de emissãoGestão recorrenteTotal
110,52,70,43,1
211,52,71,13,8
323,05,42,37,7
435,58,14,212,3
538,58,16,514,6

A partir do quinto ano a receita de gestão sozinha supera R$ 6,5 milhões anuais e independe de novas emissões — é ela que dá à plataforma valor de múltiplo, e não a margem de cada casa isolada. A participação no resultado do portfólio, não projetada acima, começa a se realizar entre o sétimo e o décimo ano.

Natureza da projeção

Os números acima pressupõem colocação integral de cada emissão e ocupação plena das imersões. São cenário de trabalho para dimensionar a estrutura, não previsão de resultado.

21 · Riscos e mitigação

O que pode dar errado, e o que já foi previsto

Prazo de venda do imóvel
Casa de alto padrão em condomínio premium leva de 12 a 24 meses para vender. Mitigação: a janela do mês 18 se resolve por refinanciamento, sem depender de venda; o imóvel é listado a partir do mês 12.
Ocupação das imersões
São 504 vagas por ano a vender. Ocupação abaixo de 70% comprime o rendimento distribuível. Mitigação: equipe comercial em campo desde o mês 1 e créditos dos titulares em regime de standby, preenchendo vagas ociosas ao custo variável.
Convenção do condomínio
Condomínio residencial de alto padrão restringe atividade comercial, hospedagem remunerada e volume de visitantes. Mitigação: formato de 21 hóspedes como convidados dos proprietários, e leitura da convenção e do regulamento interno antes do início do projeto.
Colocação do segundo lote
Se o segundo lote não for colocado a R$ 190 mil, faltam até R$ 5,7 milhões — sobretudo do fundo de venture. Mitigação: a obra e a operação são dimensionadas para caber no lote fundador; o fundo é o único uso que absorve a diferença.
Descasamento de prazo do venture
Portfólio seed matura entre o 7º e o 10º ano e atravessa a curva J — no ano 2 costuma valer menos que o custo. Mitigação: instrumento separado do ciclo imobiliário, com negociação em corretora e opção de receber em espécie, alienar ou rolar a posição.
Liquidez do secundário
Token negociável não é token líquido: no início o livro é fino e o preço oscila. Mitigação: direito de preferência dos demais titulares e lista de espera como comprador natural; a liquidez se forma com o número de casas.
Custo de obra e padrão exigido
Casa que negocia a R$ 13.000/m² não se constrói a R$ 5.500/m²; o conselho de arquitetura e o comprador cobram acabamento. Mitigação: orçamento dimensionado a R$ 7.000/m², compatível com a faixa de comparáveis.
Concentração
Um único ativo, em um único condomínio, exposto ao mesmo ciclo de mercado. Mitigação: o rendimento da operação e o portfólio não dependem do preço do imóvel; a diversificação vem com a rede de casas.
Enquadramento regulatório
A caracterização como valor mobiliário altera a forma de oferta, de distribuição e de negociação secundária. Mitigação: entidades separadas e definição jurídica concluída antes de aceitar qualquer subscrição.

22 · Condições da oferta

Cem tokens, cinquenta cadeiras

Emissão100 tokens, única e definitiva
Lote fundador70 tokens a R$ 160.000
Segundo lote30 tokens a R$ 190.000
Ticket mínimo2 tokens
Limite por CPF3 tokens
TitularesAté 50 por casa
Teto por setor6 cadeiras
Carência6 meses, durante a obra
Primeira janela de liquidezMês 18
Créditos de imersão1 por token ao ano, transferíveis
Semanas de uso da casa24 por ano, entre os titulares
Transferência do tokenA qualquer tempo, com preferência dos demais

23 · Próximos passos

Do documento à primeira cadeira

EtapaAçãoPrazo
1Leitura da convenção e do regulamento interno do condomínio, com consulta prévia à administraçãoimediato
2Estruturação societária e tributária: objeto social, RET, patrimônio de afetação e integralização do terreno30 – 60 dias
3Definição jurídica do instrumento e da forma de oferta, com assessoria especializada30 – 60 dias
4Projeto arquitetônico e aprovação no conselho de arquitetura60 – 120 dias
5Formação do comitê de investimento e do quadro de mentoresparalelo
6Abertura do lote fundador e início da obraapós as etapas 1 a 4

As etapas 1 a 3 são condicionantes: nenhuma subscrição é aceita antes de concluídas. A etapa 1 é a de maior risco e a de menor custo — uma leitura de convenção resolve em dias o que, mal verificado, inviabiliza o projeto depois da escritura.

Este documento tem caráter exclusivamente informativo e não constitui oferta pública, recomendação de investimento ou promessa de rentabilidade. Os valores apresentados são estimativas-alvo baseadas em premissas de projeto — valor de mercado do imóvel, custo de obra, ocupação das imersões e desempenho do portfólio de startups — e podem não se realizar.

Investimento em participações de empresas em estágio inicial envolve risco de perda total do capital alocado. O portfólio de venture tem horizonte de sete a dez anos, e a existência de praça de negociação não assegura liquidez. A valorização do imóvel depende de condições de mercado e de avaliação independente por profissional habilitado.

A estrutura societária, tributária e regulatória da operação encontra-se em constituição. A caracterização dos instrumentos, a forma de distribuição e o enquadramento aplicável serão definidos com assessoria jurídica especializada antes de qualquer captação. Nenhuma subscrição será aceita antes da conclusão dessa etapa.

Investment House · Casa 01 · Plano de negócios · documento de trabalho